Quem nós
Somos?
Quem nós
Somos?
Conheça nossa história, missão, visão, valores, princípios e metodologia de atuação
Somos uma organização da sociedade civil que atua no fortalecimento de iniciativas comunitárias ligadas à gestão de resíduos orgânicos, à agroecologia e à educação ambiental, com foco na formação de redes territoriais, no protagonismo local e na construção coletiva de soluções socioambientais.
Desde nosso nascimento desenvolvemos metodologias próprias de formação e acompanhamento de iniciativas, articulando saberes técnicos, científicos e populares, promovendo espaços de aprendizagem baseados na prática, na troca de experiências e na experimentação direta nos territórios.
Entendemos a compostagem não apenas como uma técnica de manejo de resíduos, mas como uma ferramenta pedagógica e política, capaz de provocar reflexões sobre consumo, descarte, ciclos da natureza, relações comunitárias e formas alternativas de produção e reprodução da vida.
Missão
Promover a transformação socioambiental por meio da compostagem comunitária, da agroecologia e da educação popular, fortalecendo iniciativas territoriais e redes colaborativas que atuam na construção de sociedades mais justas, solidárias e sustentáveis.
Visão
Ser uma referência nacional na formação, articulação e acompanhamento de iniciativas comunitárias de gestão de resíduos orgânicos e agroecologia, contribuindo para a consolidação da compostagem como política pública e tecnologia social.
Valores
- Educação como prática emancipadora
- Protagonismo comunitário
- Respeito aos saberes tradicionais e ancestrais
- Cuidado com a terra e com as pessoas
- Cooperação e economia solidária
- Autonomia, transparência e ética institucional
Breve histórico
A Compostagem Terra Orgânica surge a partir de experiências territoriais de compostagem comunitária e agricultura urbana em Florianópolis, construídas de forma coletiva por educadores, técnicos, agricultores urbanos, lideranças comunitárias e agentes culturais.
Ao longo dos anos, essas experiências deram origem a uma metodologia própria, baseada na formação continuada, no acompanhamento próximo das iniciativas e na produção de materiais pedagógicos que sistematizam os aprendizados acumulados.
Entre 2019 e 2024, a LTO consolidou sua atuação em Santa Catarina e ampliou sua presença em outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais, articulando uma rede diversa de coletivos, escolas, territórios indígenas, centros culturais e projetos socioambientais.
Em 2025, esse percurso é reconhecido nacionalmente com a conquista do Prêmio Periferia Viva, na categoria Assessoria Técnica, reforçando a relevância pública do trabalho desenvolvido e abrindo novas possibilidades de expansão e fortalecimento institucional.
Metodologia Terra Orgânica: princípios, práticas e processo
A metodologia da Compostagem Terra Orgânica se constrói a partir da prática territorial, da escuta ativa e da experimentação contínua. Não se trata de um modelo fechado ou de uma cartilha rígida, mas de um conjunto de princípios e dispositivos pedagógicos que se adaptam às realidades locais, respeitando contextos culturais, sociais e ambientais distintos.
A base da metodologia é a compreensão da compostagem comunitária como tecnologia social, ou seja, como uma prática simples, acessível e de baixo custo, capaz de gerar impactos ambientais mensuráveis, mas também de produzir processos educativos, organizativos e políticos nos territórios.
Nesse sentido, atuamos simultaneamente em três dimensões inseparáveis: técnica, pedagógica e relacional.
Compostagem comunitária como tecnologia social
Para nós, a compostagem é mais do que um procedimento técnico de decomposição da matéria orgânica. Ela é compreendida como um dispositivo de reorganização das relações entre pessoas, resíduos e território.
Ao transformar restos de alimentos em adubo, o processo evidencia ciclos naturais frequentemente invisibilizados nas cidades, promove a redução de resíduos enviados a aterros, contribui para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa e fortalece práticas de produção de alimentos em pequena escala.
Mas, sobretudo, a compostagem comunitária cria espaços de encontro, cooperação e aprendizado coletivo, nos quais moradores, estudantes, educadores e lideranças comunitárias passam a compartilhar responsabilidades, saberes e decisões sobre o cuidado com o ambiente.
Formação como eixo estruturante
A formação é o eixo central da metodologia Terra Orgânica. Todas as ações da organização, desde a implementação de pátios de compostagem até oficinas pontuais, são concebidas como processos formativos.
Trabalhamos com a ideia de educação pelo fazer, onde o aprendizado ocorre a partir da experiência prática, da observação direta dos processos naturais e da reflexão coletiva sobre os desafios encontrados no cotidiano.
Os encontros formativos são organizados de forma horizontal, valorizando o conhecimento prévio dos participantes e estimulando o protagonismo local. Técnicos e educadores atuam mais como facilitadores do processo do que como transmissores de conteúdos prontos.
Educação popular e agroecologia
A metodologia dialoga diretamente com os princípios da educação popular, inspirada em práticas pedagógicas que reconhecem o saber como uma construção coletiva e situada.
Nas atividades, busca-se romper com a lógica tradicional de ensino verticalizado, promovendo espaços de troca, escuta e construção conjunta de soluções para problemas concretos dos territórios.
Cultura, território e ancestralidade
A agroecologia aparece como horizonte ético e prático, orientando a forma como se pensa o manejo dos resíduos, a produção de alimentos, o cuidado com o solo e a relação com a biodiversidade.
Um dos diferenciais da metodologia Terra Orgânica é a integração entre educação ambiental e cultura. A organização reconhece que os modos de relação com a terra, com os resíduos e com os alimentos estão profundamente conectados a saberes tradicionais e ancestrais, especialmente dos povos originários e comunidades tradicionais.
Por isso, muitas das ações da LTO se desenvolvem em diálogo com territórios indígenas, pontos de cultura, museus vivos e espaços comunitários de memória, valorizando práticas históricas de manejo ambiental, cultivo e cuidado com a natureza.
Essa dimensão cultural amplia o sentido da compostagem, conectando o ato cotidiano de separar resíduos a uma visão mais ampla de pertencimento, identidade e continuidade histórica.
Comunicação e audiovisual como ferramenta pedagógica
A comunicação é entendida como parte constitutiva da metodologia, e não apenas como divulgação. A produção de vídeos, registros fotográficos, textos, guias e materiais educativos cumpre a função de sistematizar experiências, compartilhar aprendizados e ampliar o alcance das ações.
Os conteúdos produzidos são utilizados tanto como instrumentos formativos internos quanto como materiais públicos de referência para outras iniciativas, educadores e organizações interessadas em replicar as práticas.
A Plataforma Terra Orgânica, por exemplo, funciona como um repositório vivo de dados, registros e informações, permitindo o acompanhamento das iniciativas e a construção de indicadores ao longo do tempo.
Acompanhamento, cuidado e rede
Por fim, a metodologia Terra Orgânica se fundamenta em uma lógica de acompanhamento contínuo. Diferentemente de ações pontuais, a Compostagem Terra Orgânica investe em processos de médio e longo prazo, mantendo vínculos com as iniciativas apoiadas, realizando visitas técnicas, encontros periódicos e espaços de escuta coletiva.
Esse acompanhamento não se restringe a aspectos operacionais. Ele envolve também o cuidado com as pessoas, com os grupos e com os processos organizativos, reconhecendo que os desafios da atuação comunitária são tão humanos quanto técnicos.
Assim, mais do que implementar projetos, a Compostagem Terra Orgânica constrói redes de confiança, aprendizado e cooperação, nas quais cada iniciativa fortalece a outra e contribui para a consolidação de um ecossistema socioambiental diverso, resiliente e em permanente transformação.